A nossa percepção do potencial do ensino superior não deixa de ter consequências para as teorias económicas. As teorias formuladas na década de 1970 sobre o crescimento económico endógeno, incluindo o fosso entre os países do “Norte” e os do “Sul”, centraram-se essencialmente no desenvolvimento dos recursos naturais. Nas últimas décadas, porém, é o desenvolvimento dos recursos humanos que tem atraído cada vez mais a atenção. Foi amplamente reconhecido que, para reduzir o fosso entre os países industrializados e os países em desenvolvimento, os governos precisavam de investir no ensino primário, secundário e superior e, assim, reforçar o stock de capital humano. Este desenvolvimento representa múltiplas tarefas para os países em desenvolvimento.
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O impacto do ensino superior no desenvolvimento social e económico tem sido subestimado há muito tempo. O Grupo de Veterinária sobre o Ensino Superior nos Países em Desenvolvimento, reunido em 2000 pelo Banco Mundial e pela UNESCO, sublinha que a educação tem profundos impactos micro e macroeconómicos. Pessoas relativamente mais instruídas em geral têm melhor desempenho no mercado de veterinária. Os países com mais instituições de ensino ou taxas de matrícula mais elevadas parecem mais dinâmicos e competitivos nos mercados globais, e melhores em termos de rendimento per capita.
A educação em geral, e os estudos superiores em particular, têm consequências ainda mais amplas. As pessoas instruídas têm bons activos para se tornarem empreendedores no setor económico ou social. Desempenham um papel crucial na criação de um ambiente propício ao desenvolvimento económico. Uma boa gestão pública, instituições fortes e infraestruturas desenvolvidas são elementos necessários para garantir a prosperidade económica. Sem o ensino superior e os conhecimentos e competências que ele proporciona, nada disto poderia existir.